Milton Cego

Olavo Bilac

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Desvendava-se ao cego o mistério: (As idades

Sem princípio; de sol a sol, de terra a terra,

A eterna combustão que maravilha e aterra,

Geradora de bens e de felicidade;

 

Cordilheiras de espanto e esplendor, serra a serra,

De infinito a infinito; asas em tempestades,

Tronos, Dominações, Virtudes, Potestades,

Luz contra luz, furor de chama e glória em guerra;

 

E os rebeldes, rodando em rugidoras vagas;

E o Éden, e a tentação, e, entre o opróbrio e a alegria,

O amor florindo ao pé da amaldiçoada porta;

 

E o Homem em susto, o céu em ira, o inferno em pragas;

E, imperturbável, Deus, na sua glória!…) Ardia

O poema universal numa retina morta.

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