Triste fim… de quem mesmo?

“— É bom pensar, sonhar consola. (Ricardo Coração dos Outros).

— Consola, talvez; mas faz-nos também diferentes dos outros, cava abismos entre os homens…” (Quaresma).

Triste fim de Policarpo Quaresma, Lima Barreto.

 

Em 1911 Lima Barreto publica Triste fim de Policarpo Quaresma (Editora L&PM, Porto Alegre, 2009). Policarpo Quaresma, “mais conhecido por Major Quaresma” (p. 13) é subsecretário do Arsenal de Guerra. Tendo rendimentos além do seu ordenado, era “por parte da vizinhança, da consideração e respeito de homem abastado” (p. 13). Disciplinado, cercado de livros, “vivia num isolamento monacal, embora fosse cortês”. Estuda por cerca de trinta anos tudo referente ao país: história, geografia, literatura, folclore.

Policarpo não se limita aos estudos. Aprende violão com Ricardo Coração de Leão, mesmo sendo um instrumento nada respeitável: “Mas que coisa? Um homem tão sério metido nessas malandragens!” (p. 14). Para ele, “a modinha é a mais genuína expressão da poesia nacional e o violão é o instrumento que ela pede” (p. 15). Na cozinha não queria produtos estrangeiros, trocando-os por nacionais, apesar das reclamações de sua irmã, D. Adelaide: “É uma mania de seu amigo, Sr. Ricardo, esta de só querer coisas nacionais, e a gente tem que ingerir cada droga, chi!” (p. 23). Sua defesa: “A nossa terra (…) é capaz de produzir tudo (…) Não protegem as indústrias nacionais…” (p. 23). O aperitivo, nacional. O jardim, “como em tudo o mais, o major era em jardinagem essencialmente nacional” (p. 24). Teoria, prática, e “Era costume seu, assim pela hora do café, quando os empregados deixavam suas bancas, transmitir aos companheiros o fruto de seus estudos, as descobertas que fazia (…)” (p. 19).  Onde nasceu? Não se sabia, “Quaresma era antes de tudo brasileiro” (p. 17).

“(…) depois de trinta anos de meditação patriótica, de estudos e reflexões, chegava agora ao período da frutificação” (p. 28). Seu primeiro grande ato foi apresentar um requerimento que “o Congresso Nacional decrete o tupi-guarani como língua oficial e nacional do povo brasileiro” (p. 58). É recebido com burburinho, desordem, riso, inveja, ódio e deboche. Seu tupi lhe rende meses num hospício: “Como é fácil na vida tudo ruir!” (p. 73). Porém não se dá por vencido. Vai habitar um sítio, planeja sua vida agrícola com leituras e aparelhos. Tendo a certeza que a terra daqui tudo dá, enfrenta saúvas, os preços do frete, vinganças eleitorais, a peste ataca as galinhas e “a situação geral que o cercava, aquela miséria na população campestre que nunca suspeitara, aquele abandono de terras à improdutividade (…)” (p. 132). “Era preciso trabalhos maiores, mais profundos; tornava-se necessário refazer a administração” (p. 143). Explode a Revolta da Armada, Policarpo vai para a guerra ajudar Floriano Peixoto, o então presidente: ” (…) sentia, indispensável, necessário que toda a sua vontade, que toda a sua inteligência, que tudo o que ele tinha de vida e atividade fosse posto à disposição do governo, para então!… oh!” (p. 159). Resta-lhe a prisão. “Esta vida é absurda e ilógica” (p. 213). Resta-lhe o “triste fim” anunciado no título.

Se Quaresma se muniu de teoria e prática, se fez propostas, se era um homem honesto, “desinteressado de dinheiro, de glória e posição” (p. 60), onde errou? Por que seu fim triste? Erra por não ter uma visão de classe, vê a sociedade como um todo, como se os ricos e pobres tivessem a mesma sintonia. Erra por travar uma luta solitária acreditando que bastam requerimentos, memorandos, argumentos. Peca pela ingenuidade, sem ferramentas para enfrentar as disputas pessoais, a luta individual por cargos e melhores posições, as aparências. Erra por não perceber que sua luta não deveria ser nacionalista e sim internacionalista. O Brasil ocupa um papel no mercado internacional, na divisão social do trabalho, de país colônia, papel para servir o grande capital, o império. A consciência não nos livra do triste fim, é certo. E, as provas são inúmeras. Mas, talvez não lhe restasse a amargura e sim uma certeza que a luta prossegue: “Além do que, penso que todo este meu sacrifício tem sido inútil. Tudo o que nele pus de pensamento não foi atingido (…). Ninguém compreende o que quero (…)” (p. 213).

Este romance não é somente reflexões. O capítulo em que Policarpo está no hospício é de uma descrição maravilhosa: o dia muito ensolarado e bonito lá fora, e o hospício como uma prisão “que nos tira a nossa alma e põe uma outra” (p. 72). O encontro de Quaresma com Floriano é magistral. “O seu entusiasmo por aquele ídolo político era forte, sincero e desinteressado. Tinha-o na conta de enérgico, (…), tenaz e conhecedor das necessidades do país (…)” (p. 162). O que encontra era uma figura “vulgar e desoladora (…) todo ele era gelatinoso (…)” (p. 162). O narrador disseca o militar, o chama de ditador, mostra sua verdadeira face: “A sua concepção de governo não era o despotismo, nem a democracia, nem a aristocracia; era e de uma tirania doméstica” (p. 164). Olga, a afilhada de Quaresma, é outra grande criação. Entende a loucura de Ismênia, a filha de um general: ” Via bem o que fazia o desespero da moça, mas via melhor a causa, naquela obrigação que incrustam no espírito das meninas, que elas se devem casar a todo o custo, fazendo do casamento o polo e fim da vida (…)” (p. 198). E o escárnio e deboche de que são tratados os militares – generais que falam de batalhas que nunca foram – são hilariantes. 

Lima Barreto foi um escritor pobre e negro. Sua mãe teve uma morte prematura, seu pai enlouqueceu. Não foi reconhecido em sua época. Morreu aos 44 anos.  Mas, nos deixou esta vontade de aprender com os erros de Quaresma e construir um mundo em que Policarpos não tenham um triste fim. Afinal, é o fim de quem mesmo?

Lima Barreto is a beautiful black.

 

Léo

O Amante

“Muito cedo na minha vida ficou tarde demais. (…) Tenho um rosto destruído”. Marguerite Duras, O Amante.

 

Foi numa madrugada. O sono me abandonou. Há tempos que sigo o meu próprio fluxo. Levantei e liguei a TV. Começa o filme O Amante, de 1992, dirigido por Jean-Jacques Annaud. Sensível. Bela fotografia. Bons atores. O que me levou ao livro.

O Amante, Marguerite Duras (Editora Círculo do Livro, SP), foi escrito em 1984, Paris. O romance é como um jogo de espelhos, o que se lê é o reflexo, e através do reflexo se insinua o real, o subentendido. O tempo presente nunca está presente. O jogo é entre um passado e um futuro; um como reflexo do outro. Frases curtas. Parágrafos curtos. Capítulos curtos. O dito e o suspenso. Memória. Porém, cada frase é cheia de conteúdo.  A primeira e terceira pessoa se alternam na narração como miragens. Mesmo sendo linear, o filme captura o espírito do livro: infelicidade, tristeza, dor, amor entrelaçado com o ódio, o prazer da descoberta do corpo permeado com as duras convenções sociais.

A narrativa é de uma garota de quinze anos e meio escrita por uma senhora de “rosto destruído”. Mora em Vietnã ocupada pela França, na Indochina Francesa. Ela é branca, de família que tinha posse mas perdeu tudo. É pobre, miserável. Fora de lugar. Sem identidade de classe: “Há muito tempo não tenho vestidos que sejam só meus. Todos são do tipo saco, velhos vestidos reformados de minha mãe (…)” (p. 22). Sua relação com a família é um misto de amor, ódio, abandono, solidariedade, força e loucura: “Jamais bom-dia, boa-noite, bom-ano. Jamais obrigado. Jamais falar. jamais a necessidade de falar. Tudo continua mudo, distante. É uma família talhada na pedra, petrificada numa solidez sem nenhum acesso. A cada dia tentamos nos matar, matar” (p. 54). Sua mãe, viúva, uma deslocada professora primária: “Ela deve ter ficado em Saigon de 1932 a 1949 (…). Digo-lhe que de minha mãe vou separar-me um dia, que, mesmo minha mãe, um dia deixarei de amar. (…). Digo que em minha infância a infelicidade de minha mãe ocupou o lugar do sonho. O sonho era minha mãe e jamais árvores de Natal, sempre ela, só ela, fosse a mãe esfolada viva pela miséria ou a mãe descontrolada que pregava no deserto (…)” (pp. 30, 46). Seu irmão mais velho é o poder: “Não posso lutar contra essas ordens mudas de meu irmão. Faço-o quando se trata de meu irmão mais novo. (…). Digo que a violência de meu irmão mais velho, fria, insultuosa, acompanha tudo o que nos acontece, tudo o que temos passado na vida. (…). (…) sofre por não poder praticar o mal livremente (…)” (pp. 53, 54, 59). O irmão mais novo é a fragilidade. Nenhum dos personagens tem nome. Só o irmão mais novo, Paulo, mas isso pouco representa; e personagens femininas secundárias, outros espelhos.

Deste universo brota o prazer. O amante é um aristocrata chinês. Ela descobre seu corpo em um quarto em Cholen, bairro mal-afamado: “Sinto-me mal subitamente. Um pequeno mal-estar passageiro. É o coração batendo forte, descompassado, na ferida viva e fresca que ele acaba de abrir (…)” (p. 49). Ele chinês, rico. Ela branca, pobre. Ele mais velho. Ela, uma garota. Tragédia anunciada. Amor impossível. “Durante todo o tempo da nossa história, durante um ano e meio falamos sempre assim, nunca de nós mesmos. Nos primeiros dias já sabíamos que uma vida em comum não era possível, por isso não falávamos nunca sobre o futuro (…)” (p. 49). Ele, que a ama, é frágil pela riqueza de seu pai. Fraco para abalar as convenções. No filme, ele diz “eu não sou nada sem a riqueza do meu pai”. “Ele me dá banho, me lava, tira a espuma do sabonete (…)” (p. 62). “Fazendo amor, ele chorava. O pai ia viver. Sua última esperança perdida” (p. 80). Ela compreende bem a impossibilidade e sabe as consequências, é vista como uma prostituta infantil, “mas sei que esse quarto é o que eu esperava” (p. 45). O uso, a “caridade”, o dinheiro imperando, o jogo. “Ele lhe arranca o vestido, joga-o longe (…) e a leva nua para a cama. Então, vira-se para o outro lado e chora” (p. 39). Ela só se permite ao choro, no navio, partindo.

A saída da garota é a escrita. “A história da minha vida não existe” (p. 11). “Quero escrever. Já disse a minha mãe: o que eu quero é escrever. Nenhuma resposta na primeira vez. Depois, ela pergunta: escrever o quê? (…). É contra, não é uma coisa meritória, não é trabalho, é uma brincadeira — ela me dirá mais tarde: uma ideia de criança” (p. 23). É sua salvação. A mãe, bem ela, “ela se transformou em escrita” (p. 30).

Marguerite Duras nasceu no Vietnã e teve sua infância num lugarejo próximo a Saigon, de acordo com a apresentação do livro. “Escreveu trinta e cinco romances, quinze peças teatrais e mais de quinze roteiros de cinema (o mais conhecido deles, Hiroshima, meu amor).  Morre em 1996. “Eu preciso que gostem dos meus livros”, diz ela. Eu fui arrebatada. 

Léo

“No fim do século, o naturalista Wilhelm Bolsche publica um livro sobre os animais. Nele se lê que as estrelas-do-mar podem partir-se em duas; e que, com isto, todos os seus órgãos se dividem. A terrível ferida não tarda a cicatrizar. Com o tempo, cada metade do asteroide cresce e toma outra vez a forma de estrela. Então perguntam Bolsche e seus contemporâneos até quando a estrela-do-mar pensa como uma unidade e a partir de que momento adquire a noção, rudimentar, de sua dupla existência. Pergunta inquietante e ociosa, que a poucos interessa e a que não se pode responder, ainda que se viva experiência idêntica” (Osman Lins, Avalovara, p. 48, Companhia das Letras, S.P., 2005). 

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Pelas ruas de Curitiba…

O Sonho do Sonhador: Os Três Mosqueteiros

“A amizade que unia esses quatro homens e a necessidade de se verem três ou quatro vezes por dia, fosse para um duelo, fosse para um negócio, fosse para um divertimento, os faziam encalçarem constantemente um ao outro como sombras (…)” (Os Três Mosqueteiros, Alexandre Dumas).

 

Ah, este Ulisses do século XVII! D’Artagnan e sua odisseia para se tornar mosqueteiro! Alexandre Dumas, romancista negro, segue as pegadas de Homero e nos faz percorrer as ruas de Paris no ano de 1625 (Editora Abril Cultural, São Paulo, 1971). Vai nos guiando pelos bairros de Luxemburgo, Saint-Germain; os corredores e labirintos do Louvre, então morada do rei; tabernas; galerias subterrâneas da Bastilha, e suas salas de interrogatórios e calabouços. Neste cenário, Alexandre Dumas faz brotar o herói d’Artagnan, que o narrador nos apresenta como “Dom Quixote aos dezoito anos” (p. 9).

Este herói gascão ruma para Paris em busca de fortuna e glória. Munido de referências paternas, encontra o capitão dos mosqueteiros do rei, Sr. De Tréville, “(…) um Júpiter olímpico armado de todos os raios” (p. 29). E se depara com “(…) uns semideuses” (p. 29): “(…) Athos como um Aquiles, Porthos como um Ajax, e Aramis como um José” (p. 68), seu sonho personificado: os três mosqueteiros. Que, pelas notas do editor, fica-se sabendo, que não são apenas personagens de ficção, mas baseados em vida.

Nas peripécias desses “(…) incorrigíveis mosqueteiros, esses verdadeiros demônios (…)” (p. 30), vivemos aventuras com d’Artagnan vestido de mulher para se safar, vinho envenenado, emboscadas, raptos, ciladas, tramas, intrigas. E, qualquer coisa, duelo. Bravura, coragem, honra. “Naquele tempo, o conceito de altivez que hoje está de moda ainda não vigorava” (p. 63). Uma “(…) época tão cavalheiresca e tão galante” (p. 109).

Se nos falta Ciclope de Homero, temos o Cardeal de  Richelieu.  “Um homem de estatura mediana, expressão altiva e soberba, olhos penetrantes (…). E, se bem estivesse desarmado tinha toda a aparência de um homem de guerra (…)” (p. 116). Era o homem dos interrogatórios e que jogava seus inimigos na Bastilha, “(…) não se esconde nada do cardeal; o cardeal sabe tudo” (p. 117).  Tinha uma rede de espiões, homens e mulheres ao seu serviço, que faria inveja à CIA e KGB. Um Varys de Game Of Thrones, com sua teia de aranha. “Não tem ele a seu serviço todas as astúcias do demônio?” (p. 187). “Ele apagaria o sol se o sol o incomodasse” (p. 383).

O canto das sereias encantava os navegantes e os faziam perdidos, em Odisseia. Lady Winter entoa cânticos religiosos em seus dias de cativeiro entorpecendo seu carcereiro. “Essa mulher é agente do cardeal” (p. 170). Muitas máscaras: “D’Artagnan (…) não perdera de vista Milady e, pelo espelho, observou a transformação que se lhe operara no rosto. Agora que não se supunha observada, um sentimento semelhante à ferocidade lhe animava a fisionomia” (p. 264-5). Muitos nomes: Ana de Breuil, Condessa de La Fère, Lady de Winter, Baronesa de Sheffield. O narrador acrescenta outros: “a mulher era um monstro” (p. 278); “(…) figura transtornada, pupilas horrivelmente dilatadas, faces lívidas e lábios sangrentos (…) uma serpente (…)” (p. 304). “É um tigre, uma pantera!” (p. 308). A construção das páginas em que Milady está encarcerada em um castelo é brilhante, o leitor se sente completamente enfeitiçado, hipnotizado. Felton, seu guardião, vai se transformando em caça e ela sua caçadora. Um jogo de serpente entrelaçando sua vítima: “Milady reunia então todas as energias, murmurando o nome de Felton, única claridade que lhe chegava ao fundo do inferno em que caíra; e, como serpente que enrola e desenrola os anéis para avaliar a própria força, envolvia antecipadamente Felton nas mil dobras da sua imaginação inventiva” (p. 434).  “Crês que sou uma mulherzinha qualquer? Quando me insultam, não me sinto mal. Eu vingo-me, entendes?” (p. 293).  “Milady era tão bela, que não encontrava resistência da parte da carne, e tão hábil, que levava de vencida todos os obstáculos do espírito” (p. 433). O narrador é implacável: dos vilões, é a única punida. Esta “Lady Macbeth” (p. 417).

Não há Penélope tecendo de dia e destecendo ao anoitecer. Entretanto, a Sra. Bonacieux é tecida em raptos, conventos, cárceres. Seu marido, Sr. Bonacieux, é o exemplar do burguês, representante da classe que, no século seguinte, tomará o poder. Mas, por enquanto é visto como um mendigo, o não fidalgo. “O caráter de mestre Bonacieux era, fundamentalmente um misto de profundo egoísmo e sórdida avareza (…)” (p. 110). A Senhora, foi alvo do coração de d’Artagnan, perseguida pelo cardeal e vítima de Milady.

O narrador de Os Três Mosqueteiros não se apresenta em versos. No entanto, sua prosa é rica em reflexões, “Há horas que duram um ano inteiro” (p. 451), e, ao mesmo tempo, muito divertida. Não há Atena, “a de olhos glaucos”, não há a “Aurora, de dedos de rosa”. Mas há imagens dignas de deuses: “a aurora lhe pareceu tarjada de luto” (p. 111); relâmpago como “serpente de fogo” (p. 496). O narrador flerta com o leitor, dialoga: “De mais a mais, como sabe muito bem o leitor, de quem não ocultamos o estado de seus haveres (…)” (p. 92). O narrador prorroga a narrativa, usa e abusa do suspense.

Enquanto Ulisses tem sua odisseia na volta para sua morada, d’Artagnan tem suas aventuras na morada nova. Odisseu, “sou um simples mortal transitório”. D’Artagnan, “estou na idade das loucas esperanças”.

São pouco mais de quinhentas páginas de suspense, amizade, vinho, muito vinho, duelos, fugas, aventuras.

Mas, caro leitor, não se fie pelas minhas palavras. Delicie-se com este romance.

“– Senhores (…) estamos prontos?

  – Estamos (…).

  – Então, em guarda!” (p. 262).

“– Todos por um e um por todos” (p. 82).

Léo