reflexões sobre este mundo de blog

Faz três anos que escrevo neste blog. Confesso que minhas expectativas eram altas. Ou ingênuas. Só via o potencial da ferramenta: troca. Aos poucos fui me deparando com um turbilhão quantitativo: quantos… quantos… quantos. Quantos seguidores, quantas curtidas, quantos posts… A troca, rara.

Fui murchando. Perdendo a vontade de escrever: para quê?

Afinal, escrevo pelo prazer de escrever e pela expectativa de troca, bons leitores. No início tinha um vulcão dentro de mim. Hoje sinto-me mais suave. Meu olhar atento persiste e a poesia – creio – foi incorporada neste olhar.

Sem saber como lidar neste dilema entre expectativas e a realidade apresentada, parei.

Porém hoje de manhãzinha, abri as janelas, o céu quase amanhecendo, a lua ainda pairando, a vontade de escrever voltou. Ainda sem saber como lidar com este mundo de blog. Acho que farei como faço na vida real. Escreverei o que me dá paixão, não me importarei com o quantitativo, procurarei estar sem expectativas. Talvez minha sintonia seja diferente mesmo. E daí? No fundo quero pouco: escrever por prazer e conversar com alguns.

Retorno meio desajeitada…. Refletindo sobre a própria ferramenta. Assim me sinto melhor.

“OBSERVANDO

sim

as horas de trégua

Quando se afiam
as facas”

Eunice Arruda

Léo

25 comentários em “reflexões sobre este mundo de blog

  1. Me encontrei muito na tua fala. Iniciei meu perfil aqui no WordPress a alguns anos e parei por falta de motivação. Me sentia escrevendo e tentando receber dos outros, que na verdade nunca vinham. Mas a verdade é que a escrita pra mim é uma fonte de alivio e isso vem de dentro e vai para fora. Não pode ser ao contrário. Eu focava no contrário. E (mas) dentre as falas ainda podemos abarcar pessoas que se reconhecem nas nossas palavras.

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    1. Teu comentário já me fez crer que vale a pena.
      Escrever é dentro para fora, é certo, mas quando publicamos necessitamos de eco. Vamos seguindo… De qualquer forma, percebi que escrever para mim é importante; elaboração pessoal, síntese. “fonte de alívio”, verdade. Sigamos.
      Obrigada.

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  2. Saudades.
    Eu nunca tive esse sentimento, talvez a minha curta experiência como professora ajude. Acostumei-me a falar para turmas de 20 a 26 alunos e a maioria não prestava atenção. O problema estava em mim? Não. Então, continuei. Numa turma conquistava 1, noutra 3, noutra 10 (uau!). Não importa ser 1, ele valeu muito para mim. Era verdadeiro, isso é o que importava.
    Força!

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  3. Já me manifestei sobre sua ausência antes mesmo de dizeres os motivos da mesma. E não foi apenas pela mensagem que lhe mandei. Por telefone conversando com um amigo poeta/blogueiro aqui de BH, citei sua ausência, exatamente, porque conversávamos sobre as pessoas com quem interagíamos nos blogs.
    Fraterno abraço!
    PS: os especialistas em redes sociais, dizem que a interação com 1% dos seguidores já é uma média muito boa. Estou perto disto.Quando digo interação me refiro à ler e comentar e não apenas curtir.

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  4. Ai de Curitiba, este ano já saiu meu 1º livro e em será lançado o segundo… Decidi lançar os livros sem altas expectativas…Assim faço também quando escrevo.Quando tiver um tempinho consulte a série Divã poético no meu blog… Falo sobre expectativas no lugar de 2021.

    Curtido por 2 pessoas

  5. Oie Léo… enquanto comentavas no meu blog, eu meditava aqui no seu. Antes postava no blog da plataforma Blogspost (está inativo) e a interação se dava através das inúmeras comunidades de literatura e poesia do G+ que substituiu o famoso orkut. Com a extinção do G+, migrei para o wordpress mas sinto falta desta interação (dali conheci pessoas maravilhosas com que mantenho amizade até os dias de hoje). Fiquei feliz com sua volta… apesar de não poder comentar sempre, estou sempre aqui a ler seus escritos. Também ando sumido, atarefado com novos projetos mas assim que dá uma pausinha, estou aqui. Continue, não pare! Beijo no coração

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  6. Olá Léo, me identifiquei com o seu texto. Quando comecei o blog aposenteidessa vida.com há sete meses, assim como você, tinha muita expectativa de trocar impressões e experiências com os leitores. Mas com o passar do tempo passei a dar mais atenção à estatística e escrever virou um compromisso semanal chato. Então, dei um tempo, agora volto a escrever sem nenhum compromisso e só escrevo quando tenho vontade, sem nenhuma obrigação. Agora, se não tiver nenhum comentário ou poucas visualizações dos textos, isso não me abala mais. Como todo escritor, escrevo para alguém, entretanto antes de mais nada escrevo para mim em primeiro lugar . Abraço

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    1. Rui, escrevo sempre por prazer pessoal. Também me ajuda a organizar ideias, soltar a imaginação… Estatísticas não me alimentam. A troca de ideia, sim. Isso é ” o raro”.
      Bom, voltei a escrever por necessidade pessoal, prazer pessoal, e esperança….
      Teu comentário é sinal de que vale tentar.
      Abraços literários.

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