Parto

Como folha ao vento
assim me deixou um anjo torto
zombeteiro
jogando-me pistas falsas
desde o meu nascimento.

Artista de tramoias e trapaças
depositou em meu coração
uma chama ardente
rindo por detrás das moitas.

Absorta
seguia as migalhas de pão
que só me arrastavam em círculos viciantes

Eu, destroçada em mil pedaços
E esse anjo endiabrado em gargalhadas.

Fui animal feroz
sorriso entre dentes
Até que…

Ah, anjo safado
já te descobri!

E o que faço agora?

Léo

8 comentários em “Parto

      1. A voz do poema é geral. Está na primeira pessoa para dar força ao conteúdo e trabalhar melhor com a forma. Mas a questão é ampla, de todos, de muitos, de alguns… A questão é que importa.

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  1. Quem é o anjo safado, Leo? A junção de ideologia e valores cristãos contra as suas descobertas? Leitura de um mundo que não se escreve, pois não há destino? Ou simplesmente uma forma poética de sacanear? Gostei.

    Curtido por 1 pessoa

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