Números em desfile

Mundo entristecido
Campo extenso de mortos
Rostos encobertos
Sorrisos perdidos
Bares esquecidos
A grande festa dos índios do fim do luto
não será possível
Quem morre não será bonito no outro mundo
Espíritos machucados
Silêncio

Rapinas de plantão
Aproveitadores não dormem

A luta também não
mesmo com o coração sangrando

Até quando contaremos nossos mortos?

às vezes tenho que proferir a palavra deus
onde tudo está incluído
sendo ateia, compreende?

Léo

11 comentários em “Números em desfile

    1. As palavras são de um índio que joguei em versos. Ele se referia a Kuarup, a festa do fim do luto. O genocídio dos índios é algo muito dolorido: uma sabedoria antiga morrendo. Ah, como queria que o mundo fosse outro. Poesia pra ti, poesia em ti. Abraço!

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