Encontro

Conjugo o verbo trocar que é o universo inteiro

 

Li teus versos e atingi o sublime
Vi aquela receita e deu água na boca
Sofri contigo na dor da existência
Questionei junto o porquê de tanta ganância.

Fotografias… senti o tempo
A fagulha de ser avó
O desbunde de ter mais de 60
Ouvi miados verdadeiros rugidos de leão
E depressão em poesia.

Senti de novo a força do primeiro amor
Dores, perdas, a solidão palpitando
O alívio que você sentiu em ter escrito.

Ai, essa ironia, sarcasmo… aquele cinismo
que só os que amam demais são capazes.
Morro de curiosidade em saber o que acha dos meus escritos.

E a caveira transformada em arte?
E o mineiro que já conheço o nome da mãe, pai, avó?
Já é de casa, uai.
E a sabedoria daquele que fuma um no rolê?

Aquele conto teu me lembrou uma música
Aquela música que apresentou me lembrou um filme
Aquele filme que indicou, falava da vida, não falava?

Viajei para lugares que nunca estarei
Retratos em sombras, tintas, viseiras, uma mecha de cabelo
Retrato nenhum

E aquele que não escreve mais?
Aquelas mulheres… sinto falta delas.

E ri, ri muito, gargalhei até.

Tem sumido que aparece todo dia
Tem vômito, conversas e flores, a riscar que não risco nada
Tem spoilers tão necessários. Cadê você?
Palavras vãs, que de vãs não tem nada
Tem os ausentes que sinto falta e os que me esqueceram
Contos do nada, fadados, do dia
Tem devaneios, palavras inconstantes, a estranhamente, poetas e mais poetas…

Tem de várias partes do mundo e daqui , me lembrando a vastidão.

Minha família sempre comigo!
Os seguidores que pouco sei.

Há o que me segue só para ser seguido. Bobo.
Há desfile de egos. Bobagem.

É uma turma, sabe? É gente de todo tipo.

Poemas feitos para mim. Poemas que fiz para eles.

E comentários que me faz sentir que vale a pena!

Dois anos de blog, sou “amorosa do ofício”∗!

Encontro…

Ei delícia!

∗Guimarães Rosa

Léo

 

25 comentários em “Encontro

  1. Adorei a homenagem feita a mim, uai… Minas são muitas, os mineiros que escrevem, também o são, mas, me identifiquei, no ato, no fato,.. Eita trem bão sô, ler-te e saber que fazemos parte da vida uns dos outros de maneira tão leve com as palavras que voam ao encontro de quem nos lê… Lindo poema. Sementes que caem em terra fértil e nos torna árvores em potência. Abraços poéticos.

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    1. Cris, teu comentário me alimenta: captar a essência do outro. Foi o que quis transmitir: que este mundo volátil dos blogues pode ser fonte de troca, um semeando o outro. Assim como teu poema onde capturou a palavra trigo.

      Curtido por 1 pessoa

  2. Gosto da vertigem que a palavra traz no ritmo alucinado que vivemos, se por fora aquietados por dentro em ebulição, e que gera outras tantas nessa fotografia que nunca se repete que é a vida. Dois anos! O início de muitos outros que o tempo aponta. Seguir, seguimos, ser, somos. Grande e carinhoso abraço.

    Curtido por 1 pessoa

    1. “quero mascar,
      rasgar entre os dentes,
      a pele, os ossos, o tutano
      do verbo,
      para assim versejar
      o âmago das coisas” Conceição Evaristo.
      Fernando, nestes dois anos, a poesia está me tomando….
      Abraços poéticos, pois tuas fotografias são poemas…

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