Labirintos

Todos os canteiros me percorrem longamente

(só mesmo os mortais tem tais devaneios)

Cada som, cada lembrança

Brota feito ferida numa poça de água quente

Quem bebe do sangue puro?

Quem escova os dentes com água benta?

Sois o sol

E eu a morte.

Mesmo assim percorro todos os labirintos

que dão pro nada

Mesmo assim quero a luz no final do túnel

Que toda lucidez já me desbotou

E como estátua, pulei entre labaredas

Os corredores, oh, os corredores

que ardem em chamas e me correm por dentro

tão pouco sei do grande

e nada sei da sorte…

quero os espinhos desse luar

e as pétalas do chão.

agora dou-me o luxo de seguir em paz…

o sangue já secou

a água, de benta, apodreceu

Eis o caos!

Viva o caos!!!

1983.

Léo

7 comentários em “Labirintos

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