“No fim do século, o naturalista Wilhelm Bolsche publica um livro sobre os animais. Nele se lê que as estrelas-do-mar podem partir-se em duas; e que, com isto, todos os seus órgãos se dividem. A terrível ferida não tarda a cicatrizar. Com o tempo, cada metade do asteroide cresce e toma outra vez a forma de estrela. Então perguntam Bolsche e seus contemporâneos até quando a estrela-do-mar pensa como uma unidade e a partir de que momento adquire a noção, rudimentar, de sua dupla existência. Pergunta inquietante e ociosa, que a poucos interessa e a que não se pode responder, ainda que se viva experiência idêntica” (Osman Lins, Avalovara, p. 48, Companhia das Letras, S.P., 2005). 

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Pelas ruas de Curitiba…

3 comentários em “

  1. Pergunta inquietante. Temos todos uma dupla existência, ou nossa existência se torna múltipla pelas ações e pensamentos? Apesar de únicos, cada um de nós, acredito, termos mais facetas que externamos. Beijos

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