“Escreve…”

Dia desses acordei com coisas na cabeça. Abri “Grande Sertão: Veredas” e me deparei com o verbo: “escreve”, que era ordem de Zé Bebelo ao Riobaldo. “Caí num pasmo. Escrever, numa hora daquelas? O que ele explicado mandou, eu fui e principiei; que obedecer é mais fácil do que entender” (p.344). Então, escrevo.

E, para começar, cito novamente Rosa, meu conselheiro de hoje: “(…) Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa”.

Ando desconfiando que meu rumo seja a escrita.

Minha preocupação – ou meu tormento, como queira – é dar o salto, construir minha síntese. Vivi de certa maneira minha primeira metade da vida. E, que fique claro logo de partida, que a reivindico inteira, com todos os erros, exageros e alegrias. Mas por agora preciso construir a síntese. Preciso. Não sei direito como fazê-la. Fico perseguindo caminhos… Então para limpar a área, quero construir algo que colabore com o projeto que sempre norteou a minha vida: mudar o mundo. E essa mudança tem sentido com a classe operária, com um mundo socialista, com “o salto do reino da necessidade para o reino da liberdade” (Engels). Construir algo que contribua com um mundo em que “se cace de manhã e se leia poesia à noite” (Marx).

Mas o que seria esse “algo”? Escrever! “Enquanto isso, eu cumprisse de escrever, na seca mão da necessidade” (p.344).

Como diz Pablo Neruda: “Escrever é fácil. Você começa com uma maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca as ideias”.

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